No dia de ontem, 18 de março, a ASSOCIAÇÃO DOS MILITARES DO ESTADO DE SERGIPE protocolou ofício ao Comandante Geral da Polícia Militar solicitando que a área do prédio do QCG interditada pela Defesa Civil seja desativada em prol da segurança dos policiais militares que trabalhavam naquelas instalações.
Tomamos conhecimento de que o prédio já foi interditado e os militares já foram alocados para outros espaços de trabalho.
No dia de ontem, o Procurador do Trabalho Adson Souza do Nascimento oficiou a AMESE acerca de pedido de interdição - realizada pela entidade - da área do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar que se encontra em colapso.
Basicamente, o procurador esclareceu que, como a atividade laboral realizada na localidade envolve em sua maior parte policiais militares, a iniciativa para demandamento de ações deveria partir do Ministério Público estadual.
No ofício, o Procurador relata que encaminhou o procedimento para o Ministério Público estadual para as providências cabíveis.
Independentemente da esfera de atribuições, o prédio em questão já foi interditado e os policiais militares que lá trabalhavam já se encontram em local, em tese, seguro.
Meus amigos, mês passado denunciamos o descaso em que se encontra o Quartel do Comando Geral da Polícia Militar. Em texto publicado em sites jornalísticos
mostramos nossa preocupação com a situação em que se encontram as
instalações físicas das unidades policiais. A situação do QCG é crítica e
serve para simbolizar como se encontram os demais prédios da
corporação. Vocês podem acompanhar a cronologia da nossa atuação
clicando nos seguintes links: link 1, link 2 e link 3.
Motivada por dois ofícios protocolados pela AMESE, a Defesa Civil
realizou, no dia 28 de fevereiro, inspeção nas instalações do QCG PM e
constatou o que ora desconfiávamos: a parte do QCG onde funciona (vam) o
CPMC e o CPMI deve ser desativada dado o estado de colapso da
estrutura.
Exemplos bem recentes de omissão a laudos técnicos emitidos pelo poder
público ajudam a explicar nossa preocupação. Vamos citar alguns. A boate
Kiss no Rio Grande do Sul, que foi fiscalizada e multada seis vezes,
mas que nunca foi fechada para regularização. O outro caso é o recente
incêndio no ninho do Urubu (centro de treinamento do Flamengo) que,
mesmo com mais de trinta notificações da prefeitura do Rio, continuou a
funcionar normalmente. Ou ainda, aqui em Sergipe,
a tragédia envolvendo o desabamento de uma caixa d'água sobre uma
escola em Nossa Senhora das Dores. Nesses três casos, já sabemos o
desfecho trágico causado pela omissão do poder público.
O que nos chama a atenção é que desde 2017, o Comandante Geral da
Polícia Militar – Coronel Marcony – segundo ofício oriundo da Defesa
Civil (relatório técnico de vistoria nº 17/2017), tinha conhecimento da
situação crítica em que se encontravam essas instalações e desocupou e
isolou somente a área que antes pertencia ao Comando de Policiamento
Militar da Capital (à época comandado pelo Coronel Vivaldy). Os demais
setores continuaram funcionando normalmente, como se a vida e
integridade física destes outros militares e civis não tivessem, também,
sua importância. Reforçamos que o comando já tinha conhecimento há dois anos dessa situação.
Graças a Deus o pior não aconteceu Porém é nosso dever estar vigilante e
cobrar das autoridades as providências necessárias para que possamos
salvaguardar a vida de nossos irmãos de farda.
Para aqueles que não viram como se encontram as instalações do QCG (casa
do Comandante Geral), tivemos acesso exclusivo e realizamos a seguintes
filmagens e fotografias:
Oficiamos, na manhã de hoje, o Comandante Geral da Polícia Militar para
que o mesmo desocupe os setores condenados que ainda estão em
funcionamento. Esperamos que o mesmo tenha bom senso e cumpra nossa
solicitação e que realoque os militares deslocados para um local de
trabalho digno e seguro.
O presidente da Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese) sargento RR Jorge Vieira da Cruz fez uma grave denúncia em seu blog na manhã desta segunda-feira (18).
No blog, sargento Vieira diz que “a situação do QCG é crítica e serve para simbolizar como se encontram os demais prédios da corporação”.
Veja a denúncia do militar:
"Meus amigos, mês passado denunciamos o descaso em que se encontra o Quartel do Comando Geral da Polícia Militar. Em texto publicado em sites jornalísticos mostramos nossa preocupação com a situação em que se encontram as instalações físicas das unidades policiais. A situação do QCG é crítica e serve para simbolizar como se encontram os demais prédios da corporação. Vocês podem acompanhar a cronologia da nossa atuação clicando nos seguintes links: link 1, link 2 e link 3.
Motivada por dois ofícios protocolados pela AMESE, a Defesa Civil realizou, no dia 28 de fevereiro, inspeção nas instalações do QCG PM e constatou o que ora desconfiávamos: a parte do QCG onde funciona (vam) o CPMC e o CPMI deve ser desativada dado o estado de colapso da estrutura.
Exemplos bem recentes de omissão a laudos técnicos emitidos pelo poder público ajudam a explicar nossa preocupação. Vamos citar alguns. A boate Kiss no Rio Grande do Sul, que foi fiscalizada e multada seis vezes, mas que nunca foi fechada para regularização. O outro caso é o recente incêndio no ninho do Urubu (centro de treinamento do Flamengo) que, mesmo com mais de trinta notificações da prefeitura do Rio, continuou a funcionar normalmente. Ou ainda, aqui em Sergipe, a tragédia envolvendo o desabamento de uma caixa d’água sobre uma escola em Nossa Senhora das Dores. Nesses três casos, já sabemos o desfecho trágico causado pela omissão do poder público.
O que nos chama a atenção é que desde 2017, o Comandante Geral da Polícia Militar – Coronel Marcony – segundo ofício oriundo da Defesa Civil (relatório técnico de vistoria nº 17/2017), tinha conhecimento da situação crítica em que se encontravam essas instalações e desocupou e isolou somente a área que antes pertencia ao Comando de Policiamento Militar da Capital (à época comandado pelo Coronel Vivaldy). Os demais setores continuaram funcionando normalmente, como se a vida e integridade física destes outros militares e civis não tivessem, também, sua importância. Reforçamos que o comando já tinha conhecimento há dois anos dessa situação.
Graças a Deus o pior não aconteceu Porém é nosso dever estar vigilante e cobrar das autoridades as providências necessárias para que possamos salvaguardar a vida de nossos irmãos de farda.
Para aqueles que não viram como se encontram as instalações do QCG (casa do Comandante Geral), tivemos acesso exclusivo e realizamos a seguintes filmagens e fotografias:
Oficiamos, na manhã de hoje, o Comandante Geral da Polícia Militar para que o mesmo desocupe os setores condenados que ainda estão em funcionamento. Esperamos que o mesmo tenha bom senso e cumpra nossa solicitação e que realoque os militares deslocados para um local de trabalho digno e seguro.
Prédio tombado pelo patrimônio cultural foi interditado parcialmente (Foto: Arquivo Portal Infonet)
Parte do Quartel Geral da Polícia Militar condenada pela Defesa Civil do Estado de Sergipe na semana passada já foram desativadas. De acordo com a Polícia Militar de Sergipe (PM/SE), cerca de 20 profissionais trabalham nos locais e o remanejamento de pessoal já foi feito. A interdição aconteceu depois de inspeção realizada pela Defesa Civil no dia 28 de fevereiro a pedido da Associação dos Militares de Sergipe (Amese) que alertou o órgão para o risco de desabamento no local.
“Recebemos na quinta-feira passada (14) a notificação da Defesa Civil recomendando que as áreas em que ficam o Comando do Interior, PM3 e a Capelania fossem desativadas e afixados avisos de interdição. A área já está totalmente desativada e sinalizada como foi solicitado”, afirma Major Fábio Machado, assessor de comunicação da PM.
Ofício da Defesa Civil atesta denuncia feita pela Amese (foto: Divulgação da Amese)
Ainda segundo o Major, há um projeto feito pela corporação para que sejam feitos os reparos no prédio que foi construído no início do século XX. “Estamos aguardando a tramitação desse projeto. O prédio é tombado pelo Patrimônio Cultural, então, existe toda uma burocracia, é preciso fazer todo o processo licitatório para contratar uma empresa especializada para fazer as intervenções necessárias”, explica.
Entenda
O pedido de inspeção do Quartel Geral foi feito pela Amese, que encaminhou dois ofícios a Defesa Civil informando que a estrutura do local está fragilizada, há rachaduras e risco de desabamento. A Defesa Civil encaminhou ofício para Amese informando que a inspeção feita no quartel no dia 28 de fevereiro e constatado os problemas e riscos apontados pela entidade, e pedida a interdição das áreas de risco e a sinalização dos locais, de modo a impedir o acesso ao prédio. O Comando Militar foi notificado no dia 14 de março, quinta-feira passada.