quinta-feira, 4 de junho de 2026
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Sergipe apresenta plano de segurança para os festejos juninos 2026
Mais de 2,6 mil servidores atuarão durante quase 60 dias de operação em todo o estado
A Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) apresentou na manhã desta quinta-feira, 28, o Plano Operacional de Segurança para os festejos juninos 2026. A coletiva ocorreu no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) e reuniu representantes das forças de segurança que atuarão durante o período festivo em todo o estado.
O planejamento operacional contempla ações integradas da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Científica, com reforço na capital, região metropolitana e interior sergipano até o dia 26 de julho. O foco está na garantia da tranquilidade, prevenção de crimes e rápida resposta às ocorrências durante um dos períodos de maior movimentação turística e cultural do estado.
Polícia Militar
Durante a apresentação, a Polícia Militar destacou que o planejamento prevê policiamento em 75 municípios sergipanos. Até o momento, 61 cidades comunicaram oficialmente à corporação a realização de eventos juninos, enquanto os demais municípios serão atendidos por operações de saturação.
O subcomandante do Policiamento Militar do Interior, tenente-coronel Emerson Souza, detalhou que a PMSE atuará com operações de bloqueio, Cidade Segura, Divisa Segura, saturação e policiamento ostensivo nos eventos. “A Operação Divisa Segura visa realmente o emprego do policiamento nas divisas do estado para evitar entrada de drogas e armas de fogo, garantindo que o fluxo aconteça de forma segura. Já a Operação Bloqueio realizará abordagens em veículos e transeuntes para impedir que pessoas mal-intencionadas acessem as áreas de festa”, explicou.
Polícia Civil
A Polícia Civil também reforçará o atendimento durante os festejos juninos, com ampliação de plantões em unidades já existentes e instalação de equipes específicas em cidades com maior expectativa de público.
A coordenadora operacional das delegacias da capital, delegada Nalile Castro, ressaltou que a instituição está preparada para atender tanto a população sergipana quanto os turistas durante o período festivo. “A Polícia Civil reforçará alguns plantões existentes no estado, na região metropolitana, na capital e no interior, ou então montará um plantão específico na cidade do evento, caso exista grande estimativa de público”, afirmou.
A delegada destacou ainda a atuação da Delegacia Virtual e da Delegacia Virtual da Mulher, que permanecerão disponíveis durante todo o período junino. “O turista ou o cidadão poderá, de casa ou do hotel, registrar boletins de ocorrência de furto, roubo ou até representar por medida protetiva em situações de violência de gênero”, pontuou.
Corpo de Bombeiros
O Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) empregará 1.753 militares ao longo de 59 dias de operação, utilizando 378 viaturas em ações preventivas e de resposta a emergências. O trabalho inclui prevenção e combate a incêndios, atendimentos pré-hospitalares, salvamentos, controle de pânico e apoio às demais forças de segurança.
De acordo com o tenente-coronel Wesley Araújo, o planejamento foi estruturado conforme a estimativa de público dos eventos juninos. “Dividimos nossa operação em eventos de baixo, médio e alto fluxo, concentrando o maior poder operacional nos eventos de alto fluxo, como o Arraiá do Povo”, explicou.
Além de Aracaju, o CBMSE atuará em municípios como Estância, Itabaiana, Nossa Senhora do Socorro e Canindé de São Francisco.
Polícia Científica
Já a Polícia Científica destacou o suporte técnico-científico que será disponibilizado às forças policiais durante os festejos juninos. Segundo o representante da instituição, Pablo Nascimento, equipes do Instituto Médico Legal (IML), Instituto de Criminalística, Instituto de Identificação e Instituto de Análises e Pesquisas Forenses permanecerão mobilizadas para atendimento das ocorrências.
“Nossos peritos estão prontos para atender exames no IML, exames de corpo de delito, além da atuação das equipes de local de crime e dos laboratórios de química e toxicologia para produção da prova material”, afirmou.
Fonte: SSP/SE
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Muita gente me pergunta por que o tratamento para o militar precisa ser diferenciado.
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Nova lei pode reduzir carga horária de policiais e bombeiros militares
Projeto aprovado na Câmara limita carga horária mensal e prevê pagamento por horas extras para militares estaduais.
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que pode alterar a jornada de trabalho de policiais
militares e bombeiros militares em todo o Brasil. O texto estabelece limite de
até 144 horas mensais para a carga horária e caso haja excedente, o tempo
adicional deverá ser registrado em banco de horas como crédito de horas extras.
A matéria segue agora para análise do Senado.
O Projeto de Lei 5967/2023 foi
apresentado pelo deputado Sargento Portugal (Pode-RJ) e outros parlamentares. O
PL altera o Decreto-Lei nº 667, de 1969, que organiza as polícias militares e
os corpos de bombeiros militares dos estados e do Distrito Federal.
Pela proposta aprovada, a
jornada normal não poderá ultrapassar 144 horas mensais. Já nos casos de
escalas de 24 horas por plantão, o limite poderá chegar a 192 horas mensais
devido à natureza das atividades.
O texto também determina que o
trabalho excedente seja pago como serviço extraordinário. Além disso, horas
trabalhadas em domingos e feriados deverão ter remuneração em dobro.
Escalas de serviço e descanso
obrigatório
De acordo com o texto da
proposta, as corporações poderão manter modelos de escalas de revezamento,
desde que a média final respeite o teto estabelecido.
Um dos pontos mais rígidos do
projeto é a garantia do período de descanso regulamentar, proibindo que o
militar seja reconvocado ao serviço sem a devida recuperação física após turnos
operacionais.
O projeto estabelece diretrizes
claras para a organização do trabalho:
Limite de 40 horas semanais: teto
máximo para o serviço ordinário.
Remuneração extra: pagamento
obrigatório por qualquer período trabalhado além da jornada fixada.
Folgas compensatórias: possibilidade
de utilização de banco de horas para ajuste da carga horária.
A proposta estabelece ainda que
policiais e bombeiros militares só poderão ser convocados compulsoriamente para
jornadas extras em situações excepcionais, como calamidade pública,
necessidades emergenciais de serviço e intervenção federal.
Segundo o relator da proposta,
deputado Coronel Meira (PL-PE), a medida busca corrigir distorções históricas
na organização da carga horária das corporações militares estaduais.
“A lacuna na legislação
federal tem permitido a consolidação de escalas que, não raras vezes,
ultrapassam limites razoáveis de resistência física e mental”, disse.
Durante a votação no plenário,
parlamentares defenderam mudanças nas regras atuais. O deputado Sargento Fahur
(PSD-PR) afirmou que policiais frequentemente ultrapassam a jornada sem
compensação financeira. “Chega de explorar o policial e o bombeiro
militar”.
Já o deputado Helder Salomão
(PT-ES) levantou questionamentos sobre a constitucionalidade da proposta. “A
competência sobre o legislar para policiais e bombeiros militares é do governo
estadual”, disse. Apesar disso, declarou apoio ao mérito do projeto.
Texto ainda precisa passar
pelo Senado
Apesar da aprovação na Câmara, a
nova regra ainda não entrou em vigor. O projeto segue para tramitação no Senado
e, caso seja aprovado sem alterações, será encaminhado para sanção
presidencial.
Atualmente, não existe um limite
nacional unificado para a jornada mensal de policiais e bombeiros militares, o
que faz com que as escalas variem conforme a legislação e regulamentos de cada
estado.



