Prossegue até essa sexta-feira (16) a 67ª Instrução de Nivelamento e Conhecimento (INC) Florestal da Força Nacional de Segurança Pública, realizada em Poço Redondo, no sertão sergipano. Desde o dia 11, 41 profissionais do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) estão sendo capacitados para o combate a incêndios em vegetação em Sergipe e em todo o território nacional.
As instruções são realizadas por meio de uma parceria entre o CBMSE e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e esta já é a quarta turma de INC Florestal formada em Sergipe desde 2022. O curso é formatado em conjunto pela Força Nacional e pelo CBMSE e a equipe de instrutores é composta por militares das duas instituições. A programação reúne conteúdos como Sistema de Comando de Incidentes (SCI), Atendimento Pré-Hospitalar (APH), fundamentos teóricos de combate a incêndio florestal, princípios gerais de sobrevivência e técnicas de combate a incêndio florestal.
De acordo com o coordenador do curso, o major BM André Melo, o objetivo é aumentar a capacidade operacional das equipes para conter focos de calor e queimadas, especialmente durante os períodos de estiagem e de maior risco ambiental. “Esta formação representa uma mudança estrutural extremamente relevante. Deixamos de atuar de forma meramente reativa para uma gestão tecnocientífica e estratégica dos riscos de incêndio florestal, norteada por inteligência geográfica e de dados”, afirma.
A capacitação também permite que os militares participem de missões de cooperação em outros estados e regiões do país e recebam apoio equivalente quando Sergipe precisar, com uma linguagem tática e doutrinária unificada. Segundo André Melo, a escolha de Poço Redondo para sediar a instrução tem justificativa técnica. O município está localizado no coração do semiárido sergipano, em área dominada pela vegetação típica da Caatinga, e apresenta altíssima suscetibilidade a incêndios durante a estiagem, em razão das altas temperaturas, da baixa umidade relativa do ar e da presença de massa vegetal seca.
“Essas características oferecem um cenário prático real e de alta complexidade para o treinamento de técnicas operacionais, como construção de aceiros, combate direto e indireto, orientação e navegação em ambiente de Caatinga”, destaca o major.
Fonte: ASCOM/CBMSE









