quarta-feira, 2 de setembro de 2026

NOTA DE REPÚDIO

 

       À SOCIEDADE BRASILEIRA E ÀS INSTITUIÇÕES DA                                                 REPÚBLICA

Diante dos recentes acontecimentos relacionados às investigações envolvendo o Banco Master, seus antigos dirigentes e as informações que vieram a público acerca de relações mantidas com integrantes de instituições da República, manifestamos nossa profunda preocupação e repúdio diante de qualquer conduta que possa comprometer a independência, a transparência e a credibilidade das instituições públicas brasileiras.

As recentes revelações decorrentes de documentos e mensagens analisados pela Polícia Federal, posteriormente tornados públicos no âmbito das investigações, trouxeram questionamentos relevantes sobre contatos, relações profissionais e possíveis conflitos de interesse envolvendo autoridades e pessoas relacionadas ao caso.

Não cabe a ninguém, independentemente do cargo que ocupe, estar acima da nossa Constituição Federal ou das instituições.

O Estado Democrático de Direito exige que todos sejam submetidos aos mesmos princípios de responsabilidade, transparência e prestação de contas. A sociedade brasileira tem o direito de conhecer os fatos e de exigir que eventuais irregularidades sejam investigadas de maneira independente, técnica, imparcial e sem privilégios.

Repudiamos, portanto, qualquer prática que possa representar uso inadequado da função pública, conflito de interesses, tráfico de influência, favorecimento ou interferência indevida nos órgãos responsáveis pela investigação e fiscalização, caso tais condutas venham a ser comprovadas pelas autoridades competentes.

O que está em jogo é maior do que nomes ou disputas políticas.

Está em jogo a confiança do cidadão brasileiro na Justiça e nas instituições da República.

A sociedade brasileira cobra que o Supremo Tribunal Federal exerça papel essencial na preservação da Constituição e da democracia brasileira. Justamente por isso, seus integrantes devem estar permanentemente submetidos aos mais elevados padrões de ética, transparência, imparcialidade e responsabilidade pública.

É indispensável que todos os fatos relacionados ao caso sejam devidamente esclarecidos e que, havendo indícios de ilícitos ou incompatibilidades, sejam adotadas todas as providências previstas em lei, sem corporativismo, privilégios ou proteção decorrente do cargo ocupado.

A sociedade não pode aceitar que o poder, qualquer que seja sua origem, se sobreponha aos princípios republicanos.

Defendemos:

• Investigação completa, independente e transparente dos fatos;

• Apuração rigorosa de eventuais conflitos de interesse;

• Igualdade de todos perante a lei;

• Respeito absoluto ao devido processo legal e ao direito de defesa;

• Transparência na atuação dos agentes públicos;

• Responsabilização, nos termos da lei, de qualquer pessoa que tenha cometido irregularidades, independentemente de seu cargo ou posição institucional.

Nossa manifestação não representa ataque à Justiça ou às instituições democráticas. Pelo contrário.

É justamente por acreditar na democracia, na Constituição Federal e no Estado de Direito que defendemos instituições fortes, independentes, transparentes e submetidas à lei.

O Brasil precisa de respostas.

A sociedade brasileira merece transparência.

E a República exige responsabilidade.


AMESE – Associação dos Militares do Estado de Sergipe
Aracaju/SE, 02 de setembro de 2026.

 

COMUNICADO IMPORTANTE


 

MINISTRO DO STF ANDRÉ MENDONÇA RETIRA SIGILO, E POLÍCIA FEDERAL REVELA PEDIDOS DE VORCARO A ALEXANDRE DE MORAES PARA "SEGURAR" INVESTIGAÇÕES.

Perícia identificou que ex-banqueiro escrevia mensagens em bloco de notas, fazia prints e os enviava a contato que seria do ministro.


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça retirou nesta terça-feira (1º) o sigilo de um relatório da Polícia Federal que detalha supostas mensagens trocadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a investigação, Vorcaro teria buscado a ajuda de Moraes para obter informações e tentar conter ou retardar medidas relacionadas às apurações envolvendo o Banco Master. O R7 tenta contato com Moraes. O espaço segue aberto para manifestação.

A Polícia Federal identificou uma dinâmica utilizada por Vorcaro para enviar mensagens a Moraes. O método consistia em redigir os textos em um aplicativo de notas do celular, fazer uma captura de tela e, segundos depois, encaminhar a imagem ao contato identificado no aparelho como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.

Embora o conteúdo do aplicativo de mensagens estivesse sujeito à exclusão automática, os investigadores encontraram rastros das comunicações no próprio aparelho do ex-banqueiro.

O contato atribuído a Alexandre de Moraes tinha ativado, a partir de 17 de setembro de 2025, a função de mensagens temporárias com duração de 24 horas.

Mesmo assim, os rascunhos produzidos por Vorcaro, os horários das ações e os arquivos em PDF permaneceram armazenados nas pastas internas e nos registros analisados pelos peritos da Polícia Federal.

    O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante cerimônia no Palácio do      Planalto em 29 de julho de 2026...

Pedidos para conter investigações

Entre os conteúdos recuperados pela PF estão mensagens nas quais Vorcaro demonstra preocupação com apurações envolvendo o Banco Master conduzidas pelo Banco Central, pela própria Polícia Federal e pelo Ministério Público.

Em uma das notas, datada de 30 de outubro de 2025, o ex-banqueiro afirma que “G e os diretores estão na pressão máxima”. Na sequência, pede que haja uma intervenção junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“É importante reforçar com Andrei e Paulo pra não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem”, escreveu Vorcaro, segundo o relatório da PF.

Em outros registros, o ex-banqueiro faz questionamentos sobre possíveis medidas contra o Banco Master e busca saber se haveria alguma forma de impedir ou retardar ações.

Entre as mensagens identificadas pela perícia estão perguntas como: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, “E o Galípolo quem está pressionando isso pra fazer intervenção?”, “Mas pedido deferido por parte deles? Algo que dê para bloquear?” e “E com Andrei dá pra segurar?”.

Comunicação antes da prisão

A perícia também identificou mensagens enviadas em 17 de novembro de 2025, horas antes da primeira prisão de Vorcaro no contexto das investigações sobre o Banco Master.

Nos registros, o então banqueiro afirma que jornalistas estavam apurando transações envolvendo o BRB (Banco Regional de Brasília).

Segundo a PF, Vorcaro escreveu que havia feito “uma correria aqui pra tentar salvar” a situação e avaliava que a movimentação poderia “inibir” o avanço das apurações. Veja a seguir.




Fonte foto de Vorcaro: Reprodução/TV LIDE

Fonte da matéria:  Portal R7