quarta-feira, 9 de agosto de 2017

PLANILHA MOSTRA QUE PCC RESERVOU R$ 150 MIL PARA MATAR PM E AGESTES EM SÃO PAULO.


Tabela do PCC com gastos de monitoramento de agentes de SP

Uma planilha encontrada no computador de um membro do PCC (Primeiro Comando da Capital) mostra que a facção criminosa reservou R$ 150 mil para uma operação que visava matar policiais e agentes penitenciários de São Paulo.

Do total deste valor, pouco mais de R$ 133 mil já tinham sido gastos no monitoramento da rotina de um policial militar e dois carcereiros do sistema penitenciário paulista. 

"É possível perceber os altos gastos com telefones, celulares, viagens, hospedagem, aquisição de veículos e de equipamentos de informática, tudo para pôr em prática e executar a tal 'sintonia da inteligência'", afirma em denúncia oferecida à Justiça o promotor Lincoln Gakiya.

A intenção dos criminosos era simular latrocínios -- roubos seguidos de morte -- durante o assassinato das vítimas. Com a prisão dos suspeitos pela polícia, o plano foi interrompido antes de ser posto em prática.

Durante o planejamento, os suspeitos usaram "técnicas de inteligência" para escolher e levantar informações sobre os alvos. 

Reportagem veiculada pelo "Jornal da Band", em abril deste ano, mostrou que um dos suspeitos chegou a fazer um curso de detetive particular . Ele instalou câmeras em frente às casas de prováveis vítimas. Também havia fotos desse mesmo suspeito posando com armas em mãos.

No computador apreendido, a polícia encontrou fotos, mapas e informações sobre os alvos do PCC. Os criminosos sabiam inclusive que um deles estava em processo de divórcio da companheira. 

Métodos próprios de 'inteligência policial' também foram aplicados pelo PCC na preparação dos três assassinatos de servidores do sistema penitenciário federal , de acordo com investigações da PF:

Em 2 de setembro de 2016 , o agente do presídio federal de Catanduvas (PR) Alex Belarmino Almeida Silva morreu ao ser atingido por 23 tiros de pistola 9 milímetros na cidade de Cascavel (PR);

Em 14 de abril deste ano , o agente do presídio federal de Mossoró (RN) Henry Charles Gama Filho foi assassinado num bar da cidade;

Em 25 de maio deste ano, a psicóloga da unidade de Catanduvas, Melissa de Almeida Araujo, foi assassinada dentro de casa, na cidade de Cascavel (PR).

Líderes do planos já estavam presos

Antes de colocarem em prática os planos de assassinato, quatro suspeitos foram presos em dezembro passado durante uma operação coordenada pelo núcleo de Ribeirão Preto do Gaeco do MP paulista (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo).

Em paralelo, o núcleo do Gaeco instalado na cidade de Presidente Prudente (distante 558 km de São Paulo) foi responsável pela denúncia contra os três líderes da operação. Eles já estavam detidos no presídio estadual de Presidente Venceslau -- distante 610 km de São Paulo.

O trio emitia ordens, por meio de cartas com trechos escritos em código, ao grupo que foi preso em Ribeirão Preto (315 km distante da capital paulista). Os trechos que estão em verde na carta abaixo são a escrita original (cifrada); em vermelho, a decodificação feita pela polícia paulista.

Carta codificada da "sintonia restrita" do PCC

"Segundo consta, em meados de 2016, os denunciados presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, agindo de comum acordo e identidade de propósitos, expediram ordens para que integrantes, em liberdade, da organização criminosa 'PCC – Primeiro Comando da Capital', da qual também fazem parte, fizessem levantamentos de endereços de agentes penitenciários, policiais civis, militares e outros agentes públicos do Estado de São Paulo, para o fim de executá-los", lê-se na denúncia de autoria do promotor Lincoln Gakiya.

De acordo com o promotor, os líderes eram responsáveis por liberar o dinheiro usado na operação e por dar o sinal verde para a morte dos alvos.

Sintonia restrita

O grupo preso em Ribeirão Preto foi um dos precursores da chamada "sintonia restrita". "Sintonias" são como são chamadas os diversos comandos do PCC.

O nome "restrito" vem do fato de que, quando o membro do PCC recebe esta tarefa, fica escalado exclusivamente para ela. São pessoas que, quando participam destas missões, tentam não falar pelo celular, para evitar rastreamento.

O assassinato de um servidor público, quando decidido pela cúpula do PCC, é considerado como "uma missão para aqueles que foram escolhidos a executar". 

"A sintonia restrita ou de inteligência é um escalão entre a cúpula e os executores. Em geral, os executores falam com a sintonia restrita [para receber ordens]. É quem aparece como mandante nas investigações, pela dificuldade de se chegar aos líderes", explica um procurador da República, que investiga a morte de agentes penitenciários federais a mando da facção criminosa.

PCC usa "inteligência" para matar agentes penitenciários federais

"Este grupo é formado por criminosos mais qualificados e que contam com a confiança com a cúpula do PCC. Eles usam técnicas de inteligência para cumprir as missões ordenadas pela facção", explica Gakiya.

O promotor paulista confirmou que uma das prioridades das autoridades de Segurança Pública é a de identificar e prender os integrantes da restrita.

A sintonia restrita é um grupo criado recentemente pelo PCC, subordinado diretamente à cúpula da facção. Seus integrantes se desvinculam da chamada "sintonia geral" e ficam subordinados à "sintonia geral fora do ar", o que indica que deixaram de exercer as atividades normais do PCC, a exemplo do tráfico de drogas. Eles não precisam pagar a "cebola", a mensalidade obrigatória para membros da facção. "Eles não falam com qualquer um da organização. Por isso é tão difícil localizá-los", afirmou ao UOL uma fonte ligada às investigações no âmbito federal.

Fonte: Jornal Floripa/UOL

IML REGISTRA 12 MORTES VIOLENTAS POR ARMA DE FOGO E GOLPE DE ARMA BRANCA.

Exames complementares foram solicitados para identificar as causas de seis mortes.



O Instituto Médico Legal (IML) registrou 26 corpos no plantão entre sexta-feira (4) até a manhã desta segunda-feira (7) em Sergipe. No total, foram 12 mortes violentas por arma de fogo e golpe de arma branca.

Foram duas mortes violentas em cada uma das cidades de Porto da Folha, Aracaju, Itabaiana e São Cristóvão. Os demais homicídios ocorreram em Divina Pastora, Barra dos Coqueiros, Muribeca e Cristinápolis.

Acidentes de trânsito fizeram sete vítimas em Estância, Indiaroba, Poço Verde, Boquim, Carmópolis e Nossa Senhora Aparecida.

O IML recolheu amostras de seis corpos de homens para exames complementares para identificar as causas das mortes. Os casos de mortes da esclarecer são provenientes dos municípios de Estância, Porto da Folha, Neópolis, Carira e Tobias Barreto.

Há ainda uma vítima de enforcamento que tinha 39 anos. O corpo do homem foi recolhido Na Av. Álvaro Maciel, no Bairro Palestina em Aracaju.


Fonte: G1 SE

VIOLÊNCIA: SOLUÇÃO ESTÁ EM SISTEMA PRISIONAL EFICIENTE E LEGISLAÇÃO MODERNA.


Sergipe continua sendo o Estado mais violento do Brasil, proporcionalmente falando. Os números não mentem, os homicídios acontecem a todo vapor, os assaltos são registrados a todo o momento, na capital e em qualquer ponto do interior. As famílias vivem trancadas, seja em condomínios fechados, seja em residências que mais parecem uma penitenciária com tantos mecanismos de segurança. Se você anda na rua é assaltado, se pega um ônibus também, se está rezando na igreja é vítima de arrastão e, muitas vezes, mesmo sem reagir entra para a estatística do crime em Sergipe.

A violência aqui é perturbadora, é chata, inconveniente. Não temos paz! É uma triste constatação, mas nossas forças de segurança perderam a “queda de braço” para o crime. Temos guardas municipais, policiais civis, policiais militares e federais, temos vigilantes, seguranças particulares e até o reforço da Força Nacional. Mas, ainda assim, vivemos sufocados, amedrontados, inseguros. É evidente que a polícia não é onipresente em lugar nenhum do mundo, mas em muitos lugares o crime é mais comedido, mais contido, até mais respeitoso.

Nos Estados Unidos, o bandido que comete um ilícito arrisca a própria vida tentando fugir de uma perseguição policial. Lá ele sabe que, se errou, terá que pagar pelo erro, sem brechas, sem impunidade, muitas vezes sem injustiça e com rigor. Aqui, e não apenas em Sergipe, mas em todo o Brasil, ser criminoso para muito é um “estilo”, uma “ostentação”. Aqui o mesmo bandido é preso várias vezes, orgulha-se disso e ainda concede entrevista, com o velho sorriso no rosto, mas não por satisfação, e sim por desdenhar do nosso sistema prisional, pelas regalias que terá enquanto estiver detido e por ter a consciência que os muros das nossas penitenciárias não são tão “intransponíveis”.

O problema da falta de segurança pública deve ser fatiado com todos nós. Começa da educação ruim que damos aos nossos filhos em casa; da extensão disso na escola e da falta de autonomia do professor hoje em dia; do excesso de “sociologias” que, apesar de importantes, sempre soam positivamente para quem pratica o crime; do governador de plantão; daqueles policiais que não honram suas fardas e suas profissões; do secretário de Segurança e de seu corpo técnico; da corrupção de vários políticos; e de muitos outros fatores. Chagamos ao “caos social”, ao “fundo do poço”, vivemos em uma situação dramática.

Todo dia existe um debate, uma reunião, uma conversa ou bate papo sobre segurança pública. Tem reportagem especial na televisão, audiência pública, temas de redações nas escolas e universidades. O assunto segue atual, para o jornalismo segue “quente”, mas também segue sem solução. Não se combate a violência apenas com palavras, mas com gestos e com ação. Também não se vence a violência com mais violência. Esta teoria não dá muito certo. A construção de uma escola é sim muito mais importante que um presídio, mas hoje em dia, nossas escolas viraram presídios e as penitenciárias, verdadeiras escolas, do crime...

O primeiro remédio para combater a violência é coragem; o segundo é planejamento. Mas, não precisa ser especialista em segurança pública: nossas polícias são modelos de resolutividade de crimes. Basta trabalhar para que ele não ocorra. É preciso intimidar o bandido! Como? Com um sistema prisional eficiente, onde ele tenha a consciência que não encontrará “brechas” ou “túneis”, que realmente ressocialize e que imponha respeito. Agora, de nada adianta tanto esforço, tanto dinheiro investido, se a legislação é antiga, ultrapassada. Basta ser moderna, atual, que esteja em sintonia com a evolução do crime e que realmente contemple a atividade policial. Sem isso, com todo respeito, é continuar jogando conversa para a plateia...

Veja essa!

No Brasil, não temos leis brandas, temos leis ultrapassadas. Gente que já “pagou” sua pena e segue atrás das grades, enfurnado, respirando a maldade, a violência. É uma minoria, mas no nosso País já vimos vários exemplos de inocentes, verdadeiramente, cumprindo pena por conta de uma legislação burocrática e retrógrada.

E essa!

Penas duras apenas afastam aquele indivíduo criminoso do convívio social, mas ele não terá recuperação alguma no nosso sistema prisional falido. Ele vai cumprir 10, 20 ou até 30 anos de pena, mas um dia ele voltará às ruas, tão ruim e tão perigoso quanto entrou. E, em caso de fuga, os riscos são ainda maiores para a sociedade.

Dinheiro no lixo

É muito dinheiro investido em Segurança Pública no Brasil e, mais precisamente, no sistema prisional. Os bandidos precisam de lazer, de oração, mas também de uma ocupação. É mão de obra barata para a recuperação de estadas e rodovias, por exemplo. Mas, como perguntar não ofende nunca, a legislação brasileira permite?

Reflexão

Você combate a violência ampliando a reflexão na cabeça do bandido. É melhor trabalhar e construir um patrimônio fora do presídio, com honestidade, ou trabalhar e prestar serviços filantrópicos em troca de um dia de redução de pena? Será que o cidadão na rua não fará esta análise e não pensará algumas vezes antes de agir?

Realidade

Se muitas famílias pobres mandam seus filhos para a rede pública de ensino para que eles tenham sua principal refeição do dia com a merenda escolar, será que para muita gente não é cômodo ficar preso em um distrito ou presídio, sem precisar trabalhar e com três refeições diárias?

Audiência I

“Lamentavelmente a realidade hoje no Estado de Sergipe é a pior dentro de todas as unidades federativas do Brasil. No Atlas da Violência produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Sergipe ficou como o mais violento”. A afirmação foi feita na tarde dessa quinta-feira (3), pelo pesquisador Daniel Ricardo Cerqueira, um dos autores da pesquisa.

Audiência II

Daniel Cerqueira e a socióloga Samira Bueno, foram os palestrantes da audiência pública com o tema: Atlas da violência 2017: Genocídio do povo brasileiro, realizada por meio da deputada Ana Lúcia Vieira (PT), no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), contando com a participação de representantes de várias entidades e da sociedade em geral.

Estudo

O estudo destaca que mais de 10% dos homicídios do mundo acontecem no Brasil e que em Sergipe, a taxa de homicídios dobrou nos últimos meses. Ou seja, a taxa de homicídio por 100 habitantes cresceu mais de 77,7% entre 2005 e 2015, ocupando o maior percentual de crescimento da taxa em todo o país.

Fonte: iSergipe (Habacuque Villacorte)

terça-feira, 1 de agosto de 2017

VERGONHA: POLICIAIS MILITARES DO INTERIOR AINDA ESTÃO SEM RECEBER SUAS RETAES.


No dia 20 de junho do corrente ano, o blog Espaço Militar denunciou que policiais militares do interior, veiculados ao CPMI, não tinham recebido seus pagamentos relativos as RETAEs, tendo, tão somente, os policiais miltares veiculados ao CPMC recebido tais pagamento, havendo uma diferenciação de tratamento (http://ameseluta.blogspot.com.br/2017/06/as-retaes-do-cpmi-nao-foram-pagas-por.html).

Passados mais de um mês e meio da denúncia feita neste blog, os policiais militares do interior não receberam ainda tais pagamentos.

Como perguntar não ofende: por que houve esta diferenciação de tratamento no pagamento das RETAEs?

Com a palavra o Comando da PMSE para se pronunciar acerca do assunto e este blog está à disposição para publicar as devidas explicações acerca deste fato, caso desejem.

E a corporação em reportagem do Jornal da Cidade, diz que o policial militar que fizer "bico" será denunciado ao Ministério Público e também tomará as providências no âmbito administrativo. Como não fazer se trabalha e não recebe? Será que os PMs não têm sua programação financeira e contas para pagar?

Matéria do blog Espaço Militar

Postado por ESPAÇO MILITAR

VIATURA DA SSP VIRA "NINHO DE AMOR".

DURANTE MESES, VEÍCULO DA POLÍCIA FOI USADO PARA ENCONTROS AMOROSOS EM FRENTE AO CINFORM

No último sábado, equipe do Cinform flagrou policial e mulher trocando beijos em viatura (crédito: Cinform)

Para que serve uma viatura do Grupo de Operações Especiais – GOE -, da Polícia Civil do Estado, vinculada à Secretaria de Estado da Segurança Pública – SSP? Se essa pergunta for feita aos milhares de cidadãos sergipanos, com certeza, a resposta será: “investigar ações criminosas que, infelizmente, constantemente, ocorrem em Sergipe”. Mas, na prática, ao que parece, os veículos da Instituição passam longe de sua real função.

Durante quase três meses, mais precisamente de maio a julho deste ano, a reportagem presenciou cenas para lá de suspeitas, justamente, em frente à sede do Cinform, na Rua Porto da Folha, no Bairro Getúlio Vargas, envolvendo uma caminhonete Toyota oficial do GOE e um casal – um homem e uma mulher.

Na manhã do último sábado, 29, o que era suspeita, confirmou-se. O casal foi flagrado pelas lentes fotográficas da reportagem em momentos íntimos – trocando carícias, beijos -, em plena luz do dia. Ou seja, ao invés de estar nas ruas do Estado, realizando diligências, o carro do GOE serve de abrigo para práticas amorosas.

À noite, a mesma viatura também, rotineiramente, é vista em frente à sede do Cinform, um exemplo disso foram os encontros nos dias 3 de junho e 9 de julho.

Condutor do veículo será identificado pela SSP por meio da placa (crédito: Cinform)

CIDADÃOS SEM POLICIAMENTO

Sempre a mesma cena: um condutor chega, estaciona a viatura do outro lado do Cinform, uma mulher entra – advinda da Travessa Antonina, uma vielazinha – e ali fica por mais de uma hora dentro do veículo.

Enquanto isso, a sociedade sergipana sofre com a insegurança que só faz crescer e crescer. Como é de conhecimento de todos, o Mapa da Violência de 2016 apontou que Sergipe é o 3° Estado do País em número de homicídios. Mas, ao invés de tentar reverter este cenário triste, efetivo da SSP desvia função e utiliza de carros oficiais da corporação para se encontrar com namoradas, esposas, amantes.

Tal ação é digna de uma punição administrativa, com certeza, e vai muito além. Requer um acompanhamento do Ministério Público Estadual.

CORREGEDORIA EM AÇÃO

Ao ser informada do caso, a SSP se manifestou por meio de nota oficial: “A Polícia Civil de Sergipe informa que o Grupo de Operações Especiais – GOE – é vinculado à Coordenadoria da Polícia Civil da Capital – Copcal – e age em ações preventivas, como blitze e apoios a diversas equipes policiais na Capital e região metropolitana de Aracaju”, informa. Bem diferente do que foi visto no último sábado.

A nota segue informando que: “as viaturas desta unidade especializada devem ser usadas exclusivamente, conforme determinação administrativa, para atividades inerentes à sua atribuição. Caso seja constatada a prática de alguma irregularidade no uso de equipamentos e viaturas, de imediato a delegada-geral, Katarina Feitoza, determinará que a corregedoria proceda com rápida apuração a fim de verificar a prática de infração disciplinar”, finaliza.

Fonte: Cinform

Postado por ESPAÇO MILITAR