quinta-feira, 27 de outubro de 2016

ENERGIA DO ESTÁDIO LOURIVAL BAPTISTA É CORTADA POR FALTA DE PAGAMENTO E PREJUDICA O BATALHÃO DE RADIOPATRULHA.


Conforme foi noticiado no programa Cidade Alerta Sergipe da TV Atalaia, pelo jornalista Gilmar Carvalho, no início da noite desta quarta-feira, dia 12, a Energisa cortou a energia do Estádio Estadual Lourival Baptista por falta de pagamento.

Por volta das 19:00 horas, o blog Espaço Militar comprovou que o Batalhão de Radiopatrulha, que fica localizado nas dependência do citado estádio, foi também afetado com o corte de energia, estando às escuras, tendo sido necessário um reforço da guarda, visto que, além de ser uma unidade militar, existem armamento no local e às escuras, a cautela deve ser redobrada.

Lamentável tal situação a que são submetidos os policiais militares do Batalhão de Radiopatrulha, que estão trabalhando na sede sem energia elétrica, por falta de pagamento do Estado de Sergipe.

Matéria do blog Espaço Militar

ASSASSINATO DE IGOR RATIFICA: BANDIDOS CONTINUAM GOLEANDO O GOVERNO JACKSON BARRETO.


O assassinato que vitimou o proprietário do Bar e Restaurante Salomé, o jovem jornalista Igor de Faro, na noite da última terça-feira 25, no bairro Atalaia, assim como outros homicídios registrados, nos últimos meses em Sergipe, bate com força na cara de um governo que não consegue se sustentar de pé. Um governo fraco. Pífio. Que não justifica os votos recebidos pelos sergipanos. Tampouco o alto custo da máquina pública.

O pior é que o crime, evidente, também acerta em cheio o rosto da sociedade. Até a criança mais desatenta deste estado sabe os próximos capítulos da novela de terror: alguém vai lamentar o crime em nome do Governo do Estado, em nome do governador Jackson Barreto, vai dizer que a polícia dará uma resposta e pronto.

Quem estiver sofrendo com a covarde morte de Igor que se junte a outros sofredores por causas afins e vida que segue. Aguardemos para saber quem serão as próximas vítimas.

Ou não é assim? Não foi assim com os homicídios que vitimaram o delegado Ademir Melo, o cobrador David Jonathan e outras tantas vítimas? Mudou o quê?

O Estado se solidariza, promete elucidar o crime e até elucida. Sergipe tem uma excelente polícia judiciária. Todavia isso, evidente, não resolve a dor de familiares e amigos. Não tem forças para barrar a criminalidade e evitar novos crimes. Não varre da cabeça dos sergipanos a lucidez: ninguém está seguro em Sergipe. Ninguém está livre de ser assassinado também.

Longe deste jornalista a irresponsabilidade de afirmar aqui que o governador Jackson Barreto está de braços cruzados frente a violência que manda e desmanda em Sergipe. Que não se preocupa com as mortes. Agora, que até hoje não mostrou ser mais preparado que os bandidos para a guerra, as estatísticas não deixam dúvidas. Bandidos continuam goleado o seu governo.

Já disse neste espaço e volto a registrar: Sergipe não quer a preocupação, a falta de sono propagada do governador Jackson Barreto por contas dos problemas da sociedade. Sergipe quer um projeto de governo eficiente. Ação. Resultado. Pouco importa se Jackson está ou não sem dormir, desde que a sua gestão dê respostas positivas para o Maracanã de problemas que acossam Sergipe.

O assassinato de Igor é mais um crime a ratificar que o policiamento ostensivo é falho. Não há dúvida. Mas criticar apenas a Secretaria de Segurança Pública soa se contentar em resolver 10% do problema. O projeto não se mostra eficiente.Temos muitos bandidos e poucos policiais nas ruas. Delegacias e presídios superlotados e muita gente solta, mas que deveria estar presa. Servidores insatisfeitos e desmotivados. A questão, portanto, é mesmo de governo. De gestão e, sobretudo, de gestor.

Fonte: Universo Político (Joedson Telles)

Postado por ESPAÇO MILITAR

EDVALDO DIZ QUE PROCURADOR AGE DE FORMA POLÍTICA-ELEITOREIRA.



"Não é verdade a informação levantada nesta quarta-feira sobre suposta irregularidade nas minhas contas enquanto prefeito de Aracaju. Em todos os anos em que estive à frente da prefeitura da capital, sempre investi acima do valor estabelecido pela lei. Em Saúde, os investimentos chegaram a 21,45%, bem acima dos 15% estabelecidos pela lei. E em Educação, os investimentos chegaram a 29%, também acima dos 25% determinados pela legislação.

Lamento e repudio que o procurador Sérgio Monte Alegre esteja agindo de forma política-eleitoreira para tentar me prejudicar se colocando, inclusive, contrário, ao relatório da 6ª CCI (Coordenadoria de Controle e Inspeção) do Tribunal de Contas do Estado, que concluiu pela regularidade das minhas contas e que foram observados os princípios da legitimidade, razoabilidade e da proporcionalidade. 

Além disso, a divulgação desta calúnia a quatro dias da eleição parte de uma pessoa que já se declarou, inclusive, através das redes sociais, contrária à minha candidatura. 

É a aliança de Valadares Filho com João Alves Filho que tornou possível a entrada de um procurador na disputa eleitoral. Tudo isso é resultado do desespero do meu adversário, após cair a máscara daquele que se apresentava como o novo e que, na verdade, não passa de um serviçal da velha política.

Quero reafirmar meu compromisso com o povo aracajuano. Fui um gestor ético, respeitei a lei, não respondo a qualquer processo de corrupção. De modo que isto não passa de mais um factoide de campanha, mas eu sei que os aracajuanos não se deixarão enganar"

Edvaldo Nogueira, candidato a prefeito de Aracaju pelo PCdoB

Abaixo os percentuais de aplicação da minha gestão em Saúde e Educação:

Educação

2007 - 28,24% 

2008 - 26,31% 

2009 - 28,01% 

2010 - 29,06% 

2011 - 26,62% 

2012 - 28,22% 

Saúde

2007 - 18,92% 

2008 - 18,82% 

2009 - 17,82% 

2010 - 17,03% 

2011 - 17,95% 

2012 - 21,45% 

Estes dados constam no site da Prefeitura de Aracaju:


Fonte: NE Notícias

Postado por ESPAÇO MILITAR

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Quando autoridades agem como moleques, como moleques serão tratadas. Por Eugênio Aragão

POR FERNANDO BRITO · 26/10/2016


Do blog de Marcelo Auler, indispensável para quem ainda tenha um mínimo de equilíbrio mental e não trate investigação e julgamento algo semelhante a um carnaval, retiro o artigo do procurador, professor da UNB e ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão:

A liturgia do cargo público não é mero exercício de vaidade e de ego. Ela é um marco do republicanismo, que determina ser o exercício de função pública uma atividade impessoal. Quem está investido nela não deve a enxergar como um galardão adquirido em razão de qualidades pessoais, mas precisamente porque foi chamado a servir ao público. A liturgia lhe serve de proteção, para qualificar a função e não a si.

Juízes, por exemplo, lidam diariamente com conflitos. Ao decidirem sobre uma causa, tornam um dos litigantes vencedor e outro perdedor. Aquilo que pode significar, para o magistrado, apenas um número em sua estatística de produção mensal, na alma do perdedor pode ser uma catástrofe pessoal. O que o leva a não ir às vias de fato com aquele que vê como seu malfeitor? É a aura da liturgia que inspira o respeito necessário a criar uma barreira de blindagem relativa.

Quando, porém, autoridades se comportam como moleques, como moleques serão tratadas. Se adotarem discurso e comportamento de botequim, não poderão se queixar quando começarem a voar garrafas e sopapos.

Temos assistido quase diariamente comportamentos fora do script litúrgico por parte de magistrados, a começar por alguns do andar de cima. Têm sido muito cúpidos em dar entrevistas, falar fora dos autos, opinar sobre tudo e todos. Têm adotado posturas controvertidas e, por vezes, até mesmo político-partidárias em discursos públicos, seja nos tribunais ou fora deles.

A desfaçatez de mudar ostensivamente de opinião, conforme o momento político e o alvo das ações jurisdicionais, chega a causar náusea àqueles que assistem a esse circo quase cotidiano. Esse tipo de atitude cai bem em conversa de bar, onde a inconsequência regada a álcool tudo permite, tudo perdoa, mas não no exercício de função pública.

Dos magistrados se espera autocontenção e não exibicionismo. Infelizmente há, entre nós, magistrado que se fez notório e não é um bom exemplo de autocontenção.

A despeito de gozar de exclusividade para cuidar só de um universo de processos supostamente conexos, decretada por seu tribunal, aparentemente em virtude de sobrecarga que esse universo representa, esse juiz tem viajado Brasil e mundo afora para dar palestras, receber prêmio de bom-mocismo e participar de talk-shows.

Tem tido tempo de sobra para difundir seu moralismo obsessivo sobre os fins da persecução penal de “corruptos”, a ponto de virar super-herói de uma parte desorientada da sociedade, cuja bronca turva sua visão sobre o crítico momento político vivido pelo País. Para fugir das garrafadas e dos sopapos, anda com séquito de seguranças e deles vive cercado no trabalho e em casa. Torna-se, assim, personagem controvertido, agente de disseminação de incertezas, ao invés de se limitar a oferecer segurança jurídica a seus jurisdicionados.

Isso não é vida de juiz. Mas, ainda que não faça sentido, no sadio senso comum, essa imagem distorcida que se oferece de um magistrado, tem sido exemplo para muitos outros de sua corporação, que também querem compartilhar desse espaço de afago público a egos jurisdicionais.

Para tanto, assinam até abaixo-assinado de defesa do colega premiado de bom-mocismo, quando se torna alvo de críticas mais ou menos acerbas. Alguns foram às manifestações “contra a corrupção” convocadas para derrubar governo, manifestam-se cheio de emoção em perfis de Facebook e, depois, deram provimento liminar para impedir posse de ministro de estado.

Num ambiente desses, a reação de veemente indignação pública do Presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, contra o “jabaculê” determinado nas dependências daquela Casa Legislativa por juiz de primeiro grau de Brasília, não deve causar surpresa.

Expressou nada mais que seu protesto institucional contra aquilo que entendeu ser um abuso de magistrado incompetente para tanto, pois o alvo da diligência da polícia judiciária eram agentes da polícia legislativa que tinham procedido a varreduras eletromagnéticas em locais de trabalho e residência de Senadores que seriam alvos de investigação criminal.

Essas varreduras tinham sido determinadas pela administração do Senado a pedido dos próprios Senadores alvejados. Se as varreduras foram pedidas por estes e se entenda que elas constituem embaraço a justiça, em tese são os Senadores objeto da escuta ambiental que deveriam ser questionados sobre a iniciativa. Isso, evidentemente, atrairia a competência do foro por prerrogativa de função que é o Supremo Tribunal Federal.

Tanto mais é surpreendente, isto sim, que a Presidente do Conselho Nacional de Justiça vá à imprensa, não para admoestar magistrados que ultrapassam a linha do bom senso em suas atitudes e decisões, mas para se dirigir com dedo em riste ao Presidente do Senado Federal, com discurso não menos surpreendente de se ver como destinatária de cada crítica que se faça em tom mais ou menos contundente a magistrados que procedem de forma, no mínimo, controvertida.

O Conselho Nacional de Justiça é órgão de controle externo da magistratura e tem, também, uma atuação correcional em relação a estes. Não deve a dirigente do órgão se confundir com aqueles que deve disciplinar, pois assim fazendo, reforça os desvios de conduta e se porta feito porta-voz de uma corporação e não de uma instituição.

Não é mais novidade para ninguém que certos padrões de comportamento de elevado risco para o governo das instituições no País têm fundo corporativo. É mostrando os dentes que as mais poderosas categorias do serviço público se alavancam para negociar vantagens.

Não é à toa que suas associações de classe são recebidas nos gabinetes parlamentares e em órgãos de gestão financeira do executivo com tapete vermelho, água gelada e café, enquanto aos servidores comuns e mortais só resta a via da greve e das manifestações públicas.

Não é à toa que essas categorias musculosas estão no topo da cadeia alimentar do Estado brasileiro, recebendo ganhos desproporcionalmente superiores a outros servidores que exercem suas funções com igual ou maior denodo e risco pessoal que Suas Excelências. Trata-se de grave distorção no sistema de remuneração do setor público brasileiro, que em nada contribui para sua eficiência.

Ao invés de querer colocar limites aos reclamos do Presidente do Senado Federal, a Senhora Presidente do CNJ faria melhor em dar sua contribuição para a contenção de atitudes de risco dos magistrados e buscar diálogo entre poderes para impor ordem ao sistema remuneratório do serviço público federal.

O melhor caminho para isso seria a desvinculação de todos os ganhos de servidores daqueles de atores que estão em posição de puxar o trem e gastos com aumentos a seu favor: Presidente e Vice-Presidente da República, Ministros de Estado, Ministros do Supremo Tribunal Federal, Deputados e Senadores.

Norma constitucional deveria vedar essa vinculação e dispor que o teto do serviço público (excluídos o dos atores políticos mencionados) fosse estabelecido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias e o ganho de cada categoria devesse guardar proporção, com base nos vetores de risco e complexidade, com as demais, de sorte que não se admita que um general de exército ganhe brutos em torno de 14.000 reais mensais, um professor titular de universidade receba cerca de 12.000 reais, quando um jovem membro do ministério público seja remunerado com quase 30.000 reais no mesmo período.

Para articular essa revolução de ganhos, que seja capaz de neutralizar condutas de risco de categorias por prestígio, é fundamental o consenso entre os poderes da República, para constituir o SINAGEPE – Sistema Nacional de Gestão de Pessoal, integrando os três poderes e, aos poucos, as administrações estaduais e municipais através de matriz única de ganhos, quiçá regionalizando-a e submetendo-a a um fundo solidário de compensação de debilidades financeiras dos entes que compõem a Federação.

Só assim se coloca cada agente do Estado em seu quadrado. Zela-se pelo controle universal de gastos de pessoal e se moraliza a atuação dos diversos atores nos três poderes de modo a se estabelecer, no Brasil, pela primeira vez, um “Berufsbeamtentum”, um funcionalismo profissional como existe em outras economias mais fortes deste planeta.

Fonte: http://www.tijolaco.com.br/blog/quando/

Prisão de policiais legislativos gera crise entre os Três Poderes

Renan Calheiros chamou o ministro da Justiça de 'chefete de polícia' e magistrado de 'juizeco'. Carmen Lúcia exigiu respeito ao Judiciário

Jonas Pereira / Agência Senado e José Cruz / Agência Brasil
Motivo de revolta para Calheiros, a atuação da Justiça foi defendida pela presidente do STF

A prisão, na sexta-feira 21, de quatro policiais legislativos no âmbito da Operação Métis deu início a uma crise entre os Três Poderes. A detenção dos agentes, acusados de tentarem barrar as investigações da Lava Jato ao realizarem varreduras para detectar possíveis grampos telefônicos em imóveis ligados a quatro senadores, foi respondida de forma dura por Renan Calheiros, que atribuiu à Polícia Federal o uso de métodos fascistas. Em resposta velada, Cármem Lúcia, presidente do STF, exigiu respeito ao Judiciário.

Na segunda-feira 24, Calheiros atacou o juiz Valisney Souza de Oliveira, responsável por autorizar a prisão dos agentes. "Um juizeco de primeira instância não pode, a qualquer momento, atentar contra um poder." O presidente do Senado criou constrangimentos também ao governo de seu correligionário Michel Temer, ao criticar a atuação de Alexandre de Moraes, ministro da Justiça.

"É lamentável que isso aconteça num espetáculo inusitado, que nem a ditadura militar o fez, com a participação do ministro do governo federal que não tem se portado como um ministro de Estado. No máximo, tem se portado como um ministro circunstancial de governo, chefete de polícia."

Em sessão do Conselho Nacional de Justiça desta terça-feira 24, Cármen Lucia exigiu respeito ao Judiciário e disse que sente agredida com ataques a outros magistrados. "Não é admissível aqui, fora dos autos, que qualquer juiz seja diminuído ou desmoralizado. Como eu disse, onde um juiz for destratado, eu também sou."

De acordo com a PF, aparelhos de varredura de grampos foram usados pela Polícia Legislativa em seis imóveis ligados aos senadores e ex-senadores Fernando Collor (PTC), Gleisi Hoffmann (PT), Lobão Filho (PMDB) e José Sarney (PMDB), com o suposto objetivo de barrar as investigações da Lava Jato. 

No sábado 22, Temer reuniu-se com Moraes para discutir a Operação Métis. Não é a primeira vez que o ministro da Justiça é questionado por suas ações à frente da pasta. Em uma agenda eleitoral em Ribeirão Preto, Moraes antecipou a realização de uma nova etapa da Lava Jato, que resultou na prisão do ex-ministro Antonio Palocci, do PT. Ele foi chamado a prestar esclarecimentos a Temer sobre suas declarações.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/