Foram 33 anos de carreira, sendo 26 dedicados ao salvamento aquático. A praia que fez parte da rotina durante todo esse tempo foi o cenário escolhido pelo major Antônio Dória para se despedir do serviço ativo do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE). A travessia entre os municípios da Barra dos Coqueiros e Aracaju, com chegada na praia da Coroa do Meio, faz parte dos treinamentos dos guarda-vidas, mas na manhã desta terça-feira (27) foi diferente, reuniu colegas de farda que fizeram questão de compartilhar esse momento com o major Dória, acompanhados de perto pelos olhares orgulhosos dos familiares do militar.
“A Praia da Coroa do Meio sempre representou um grande desafio, tanto pelos seus perigos quanto pela importância no treinamento dos guarda-vidas. Fazer essa travessia representa a superação de desafios, o amor à profissão e a satisfação de encerrar essa etapa da minha vida, mantendo viva minha ligação com a água e o salvamento aquático. Eu estou muito feliz porque era para ser algo pequeno, só com os guarda-vidas da ativa, mas foi crescendo porque colegas até da reserva vieram prestigiar”, afirmou o major Dória.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Fábio Cardoso, destacou a trajetória do militar dentro da corporação. “Um profissional excelente, que deixa um legado brilhante dentro do Corpo de Bombeiros. Que gerou um ambiente de companheirismo, de lealdade, e manteve vivo o compromisso institucional durante toda sua carreira. Nada mais justo que estar aqui prestigiando esse momento marcante na sua carreira”.
A presença de tantos colegas na despedida foi explicada pelo subtenente Wedmo Mangueira. “Ele é um exemplo de dedicação, de compromisso com o serviço. A gente se espelha muito nele pelo profissional que ele é, pelo caráter, pela excelência nas ações, nas missões que participou. Esse é um momento de celebração. Esse local estar lotado é resultado da história dele”, destacou.
História
O major Dória conta que fez concurso para a Polícia Militar de Sergipe, mas com duas semanas no curso de formação de soldados perguntaram quem era voluntário para ir para o Corpo de Bombeiros. “Levantei a mão imediatamente. Ali começou a minha história no CBMSE, instituição que meu pai e meu padrinho já haviam feio parte. Fui me identificando cada vez mais com a profissão e descobri que estava no lugar certo”, lembra.


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