quarta-feira, 5 de maio de 2021

Câmara promete debater hoje impeachment de ministros do STF

Proposta em debate na Comissão de Constituição e Justiça quer incluir possibilidade em lei que detalha crimes de responsabilidade

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados promete analisar nesta quarta-feira (5) um projeto de lei que poderá incluir na Lei de Impeachment a previsão de crime de responsabilidade por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Reunião da CCJ presidida pela deputada Bia Kicis

O projeto de lei, que tipifica crime de responsabilidade dos ministros do STF a usurpação de competência dos Poderes Legislativo e Executivo, foi protocolado em 16 de março de 2016 pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) e, desde então, enfrenta resistência na Casa Legislativa por se tratar de um tema polêmico.

O tema foi incluído na pauta da CCJ de terça-feira (4), mas outros dois projetos concentraram os debates, incluindo um que prevê nova composição para o Conselho Nacional do Ministério Público. A reunião foi encerrada com o projeto sobre impeachment de ministros como quarto item da pauta restante. Uma nova reunião foi marcada para as 9h desta quarta.

A matéria do impeachment de ministros é cara para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a discussão ocorre na esteira da prisão de um de seus aliados, o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ).

O parlamentar foi preso em fevereiro deste ano após determinação do ministro Alexandre de Moraes. O ato foi validado pelo plenário do STF e também pela Câmara dos Deputados. Os aliados de Bolsonaro, contudo, foram contra a decisão sob o argumento de que o STF estaria invadindo a competência do Legislativo.

Os embates entre STF e Bolsonaro vão além. O Supremo contrariou Bolsonaro em temas a garantia dada a governos estaduais e prefeituras para medidas de quarentena e a suspensão da nomeação do delegado Alexandre Ramagem para a Polícia Federal. Além disso, apoiadores do presidente são investigados no inquérito das fake news, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.
Parecer

Na última sexta-feira (30), a matéria na CCJ recebeu novo parecer, feito pela deputada federal Chris Tonietto (PSL-RJ), pela aprovação. A parlamentar, aliada de Bolsonaro, entendeu que a matéria é constitucional e anexou um item proposto pela presidenta da comissão, em que insere mediante decisão, sentença, voto, acórdão ou interpretação analógica, norma geral e abstrata de competência do Congresso Nacional.

“Na prática, o STF vem esvaziando completamente o sentido objetivo das palavras da Constituição, substituindo-o pelo programa ideológico de seus onze ministros”, diz Tonietto. Ela fala em hipertrofia do órgão e em ativismo judiciário.

“Nenhum contrapeso ao comportamento dos ministros foi contemplado no ordenamento jurídico brasileiro. O comportamento exemplar dos ministros, durante muitas décadas de nossa história, mascarou esta lacuna gravíssima que pode colocar em xeque todo o sistema democrático. No entanto, é exatamente esta a lacuna que padece a nossa legislação”, acrescenta.

A intenção de Tonietto é que o projeto de lei seja votado nesta terça-feira (3). O tema, contudo, deve enfrentar resistência por membros da oposição.

Nelson Teich será ouvido nesta quarta-feira (5) pela CPI da Covid

Depoimento do ex-ministro da Saúde está marcado para 10h. Seu sucessor, Eduardo Pazuello, teve oitiva adiada para 19 de maio

Ex-ministro Nelson Teich terá de explicar à comissão porque ficou menos de um mês no cargo

A CPI da Covid ouve nesta quarta-feira (4), a partir das 10h, o ex-ministro da Saúde Nelson Teich, que assumiu em abril de 2020 no lugar de Luiz Henrique Mandetta, ouvido pela comissão nesta terça-feira (3). O depoimento de Teich, que também seria na terça, foi adiado porque a sessão de Mandetta se alongou mais do que o previsto. O ex-ministro foi ouvido por mais de 7 horas.

A CPI deve questionar Teich porque ele ficou menos de um mês na pasta, dando lugar a Eduardo Pazuello. De acordo com o que foi divulgado na época, Teich não suportou ser obrigado a mudar o protocolo do Ministério da Saúde a favor do uso da cloroquina mesmo em pacientes de covid em estado leve. Pazuello, por sua vez, fez isso logo após ser empossado.

Pazuello, que seria ouvido nesta quarta (5), teve o depoimento adiado para 19 de maio. O ex-ministro alegou ter tido contato com pacientes de covid-19 e pediu ser ouvido virtualmente ou comparecer presencialmente à sessão após cumprir o período de isolamento. Os membros da CPI votaram por manter o depoimento presencial no dia 19.

Para esta quinta-feira, estão previstos os depoimentos do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e do presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres.

Depoimento de Mandetta

Em seu depoimento, Luiz Henrique Mandetta disse que houve uma tentativa do governo de mudar a bula da cloroquina para apresentá-la como tratamento da covid. "Eu imagino que, fora do Ministério da Saúde, ele (o presidente Jair Bolsonaro) conseguiu alguns aconselhamentos que os pautavam na pandemia." Mas o ex-ministro disse não saber de quem foi essa ideia. O pedido, contudo, foi negado pelo presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.

Mandetta disse que, por trás de médicos que defendem tratamentos com remédios sem eficácia, há grandes interesses comerciais. Ele afirmou que há profissionais que atendem virtualmente 50 pessoas por dias e ganham dinheiro com isso. "Tem que ter muito cuidado, a gente está lidando com a boa-fé das pessoas."

Ao falar sobre as medidas do governo para reduzir a transmissão da covid no país, Mandetta afirmou que sempre foram implementadas com atraso, sobretudo determinações de quarentena e lockdown. “Em relação a lockdown, o Brasil não fez nenhum lockdown. O Brasil implementou medidas depois do leite derramado, depois que a gente diz: ‘Vai entrar em colapso o sistema de saúde’. Então fecha. ‘Vai acabar o remédio.’ Então fecha”, disse o ex-ministro. “A gente foi sempre um passo atrás desse vírus.”

Militares do CBMSE reiniciam atividades no Aeroporto de Aracaju

O serviço era feito desde o final da década de 70 até o ano de 2014



Após sete anos, o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) retornou às atividades na Seção Contra Incêndio (SCI/SBAR) do Aeroporto Internacional Santa Maria, em Aracaju. Desde o último sábado (01), 37 militares, divididos em plantões com 11 bombeiros cada, permanecem de prontidão para a realização de serviços de prevenção e combate a incêndio, como também resgate e salvamento no ambiente aeroportuário.

A corporação já realizava essas atividades desde o final da década de 70 até o ano de 2014. O convênio foi retomado, desta vez com a concessionária AENA Brasil, empresa responsável pela administração do Aeroporto de Aracaju.

O comandante-geral do CBMSE, coronel Alexandre José, destacou que a corporação já está providenciando a criação de uma unidade operacional dentro da estrutura do Corpo de Bombeiros para fins de lotação administrativa dos militares nesse novo serviço.

O oficial designado para comandar a SCI, tenente Fabiano Queiroz, explicou que os militares que atuarão na nova unidade passaram por um curso específico para bombeiro de aeródromo com carga horária de 240 horas-aula e instruções nas áreas de Emergências Aeroportuárias, Emergências Químicas, Atendimento pré-hospitalar, Prevenção, Salvamento e Combate a Incêndio em Aeródromos Civis, dentre outras disciplinas. “As equipes de plantão têm à disposição três viaturas de combate a incêndio e uma de resgate”, destacou o oficial.

Fonte: ASCOM/CBMSE

Nascidos em abril podem sacar auxílio emergencial nesta quarta

Os R$ 492 milhões repassados, depositados em abril e disponíveis só pelo Caixa Tem, já podem ser resgatados em dinheiro


A Caixa Econômica Federal libera nesta quarta-feira (5) o saque em dinheiro do auxílio emergencial para 2,38 milhões de beneficiários nascidos em abril. Ao todo, foram creditados R$ 492,87 milhões para esse público em 13 de abril.

De lá para cá, o valor só pôde ser movimentado pelo Caixa Tem, aplicativo no qual os beneficiários conseguem pagar boletos, comprar pela internet e pelas maquininhas de estabelecimentos comerciais.

Desde a última sexta-feira (30), o público geral que recebe o auxílio também já pode movimentar o dinheiro usando o Pix, sistema de pagamentos instantâneo do Banco Central. A única exceção às transações se dá para os casos de transferência para conta de mesma titularidade.

Conforme o Ministério da Cidadania, o modelo de escalonamento das transferências e saques, adotado no ano passado durante a primeira rodada do auxílio emergencial, segue com o objetivo de evitar filas e aglomerações nas agências da Caixa e nas lotéricas.

A nova rodada do auxílio emergencial terá quatro parcelas, de abril a julho, com valor médio de R$ 250. Mulheres chefes de família receberão R$ 375 e pessoas que vivem sozinhas, R$ 150. A estimativa é de que as quatro cotas cheguem a cerca de 40 milhões de famílias.

A AMESE CONVIDA SEUS ASSOCIADOS PARA ASSEMBLEIA ORDINÁRIA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS.


A Associação dos Militares do Estado de Sergipe - AMESE vem a público convocar todos os seus associados para participarem da ASSEMBLÉIA ORDINÁRIA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS DA ENTIDADE, REFERENTE À PRESTAÇÃO DO BALANÇO DO MÊS DE JANEIRO À DEZEMBRO DE 2020 E JANEIRO À MARÇO DE 2021. SENDO REALIZADA A ESSA ALTURA EM VIRTUDE DO ESTADO DE PANDEMIA CAUSADO PELA COVID 19.

A Assembleia irá ocorrer na sede da associação, situada na Rua Boquim, nº159, 1º andar - Centro, no dia 14 de Maio de 2021, com a PRIMEIRA CHAMADA ÀS 14:00 H E A SEGUNDA CHAMADA ÀS 14:30 H.

1º - Leitura da ata anterior da prestação de contas do meses de Novembro e Dezembro 2019;

2º - E o que ocorrer.