terça-feira, 19 de julho de 2016

EXECUÇÃO DE DELEGADO.



A execução do delegado Ademir Melo, no inicio da noite de ontem, no bairro Luzia em Aracaju, mostra que a bandidagem perdeu o medo de tudo e de todos. Chegou a hora da classe política se unir e aprovar um Código Penal mais duro neste País. A vida não vale mais nada.


Fonte: Blog do jornalista Cláudio Nunes

Postado por ESPAÇO MILITAR

DELEGADO É MORTO A TIROS APÓS ASSALTO NA ALAMEDA DAS ÁRVORES.

Ele foi encaminhado a um hospital particular, mas não resistiu. 
Vítima passeava com o cachorro quando foi abordado. 


O delegado Ademir Melo, responsável pela delegacia do município de Estância, morreu depois de uma suposta tentativa de assalto no início da noite desta segunda-feira (18). 

O crime aconteceu na Alameda das Árvores, Bairro Luzia, Zona Sul de Aracaju.

Segundo os moradores da região, o delegado passeava com o cachorro no momento em que foi abordado. Dois homens em uma moto de cor preta efetuaram três tiros contra Ademir.

A delegada Daniele Garcia afirmou que o colega chegou a ser encaminhado a um hospital particular. Uma viatura do Cope que passava no local socorreu o delegado, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) lamenta a morte do delegado Ademir Melo e diz que a polícia abriu uma investigação.


Fonte: G1 SE

Postado por ESPAÇO MILITAR

DELEGADO É ASSASSINADO NA ZONA SUL DE ARACAJU.



Um delegado de polícia foi baleado na região da Alameda das Árvores, na zona Sul de Aracaju, na noite desta segunda-feira (18). Ele foi identificado como Ademir Melo, alvejado com três disparos de revólver e hospitalizado, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.

De acordo com informações da Polícia, o crime ocorreu no momento em que o delegado passeava com o seu cão próximo a uma praça. Ele teria sido abordado por dois homens em uma motocicleta de cor preta que efetuaram os disparos e fugiram, na sequência. 

O delegado foi levado para um hospital particular na zona Sul da capital onde veio a óbito. Atualmente, ele trabalhava na cidade de Estância. 


Fonte: F5 News

Postado por ESPAÇO MILITAR

FORTALEZA TEM QUARTA NOITE SEGUIDA DE AÇÕES CRIMINOSAS CONTRA A POLÍCIA.

UMA DELEGACIA, UM CARRO DA POLÍCIA E UM DOS BOMBEIROS FORAM ATACADOS. CRIMINOSOS ATIRARAM CONTRA POLICIAIS E FUGIRAM. NINGUÉM FICOU FERIDO.


Uma delegacia, um carro da polícia e outro do Corpo de Bombeiros foram atacados em menos de 12h, entre a noite de sábado (16) e a madrugada deste domingo (17) em Fortaleza. Esta foi a quarta noite seguida de ações criminosas contra órgãos da segurança pública do estado.
Por volta das 5h10 deste domingo, homens armados atiraram contra o 17º Distrito Policial, no Bairro Conjunto Vila Velha, em Fortaleza. Câmeras de segurança da parte externa da delegacia flagraram o momento em que um criminoso se aproxima da unidade em uma motocicleta e efetua pelo menos cinco disparos.

A fachada da delegacia foi atingida pelos tiros. Após o crime, o suspeito fugiu. Apesar do ocorrido, a Polícia Civil informou que nenhum policial ficou ferido e o funcionamento da delegacia está normal neste domingo.

Durante a madrugada, um carro do Ronda do Quarteirão da Polícia Militar foi atacado no Bairro Pan Americano. Os criminosos se aproximaram e atiraram contra a viatura. As janelas do carro foram quebradas e os pneus furados.

Carro da Polícia Militar foi atacado por criminosos em Fortaleza (Foto: Arquivo Pessoal)

Três PMs estavam no carro e revidaram atirando contra os bandidos. Os suspeitos conseguiram fugir. Nenhum agentes ficou ferido durante o tiroteio.

Já durante a noite, um carro do Corpo de Bombeiros foi atacado na Barra do Ceará. Os bombeiros foram chamados para atender uma ocorrência, mas ao chegarem próximo ao local foram atingidos com diversas pedradas. Um agente ficou ferido.

Ataques e fugas

Na madrugada de sábado, o 3º Distrito Policial (DP), no Bairro Otávio Bonfim, foi alvejado e, poucas horas depois, registrou fuga de presos. Ao todo, 11 detentos serraram as grades e pularam o muro. Foi a segunda fuga registrada no 3º DP este mês, e o segundo ataque este ano.

Outro ataque ocorreu contra a sede da Guarda Municipal de Fortaleza, no Bairro Rodolfo Teófilo. Homens atiram contra um agente e tentaram incendiar carros que estavam no local. Foi a segunda ação criminosa contra a unidade de segurança em menos de 48h.

Policiais baleados

Além dos ataques a prédios e carros, quatro policiais foram vítimas de ações criminosas durante a semana em diferentes ocorrências no Ceará. O policial Francisco Claudemir do Nascimento Silva, 29 anos, foi baleado na manhã de sábado em uma parada de ônibus no Bairro Antônio Bezerra. O PM estava indo trabalhar, quando dois homens em uma moto atiraram no PM.

Segundo o comandante de Policiamento da Capital, coronel Francisco Souto, o policial foi encaminhado para o Hospital Instituto Dr. José Frota (IJF), no Centro da capital. Ele passou por cirurgia e não corre risco de morte em decorrência do ferimento.

Já na manhã de sexta-feira (15), um policial foi assassinado e outros dois PMs foram baleados em duas diferentes ocorrências. Em um dos casos, o sargento da reserva da PM Francisco Moésio Pinheiro Barbosa foi morto durante uma tentativa de assalto a um mercadinho no Bairro Carrapicho, na Caucaia, Região Metropolitana da capital.

No mesmo dia dois PMs foram ficaram feridos durante um tiroteio no Bairro Antônio Bezerra. Eles estavam em uma moto, quando foram surpreendidos por criminosos que passaram em um carro atirando contra os agentes. Os policiais ficaram feridos, foram socorridos ao IJF e não correm risco de morte.

Investigação

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que equipes da Inteligência das polícias Civil e Militar estão trabalhando em conjunto para tentar identificar e prender os autores das recentes ações contra policiais, carros e delegacias. Investigações estão sendo realizadas por meio de imagens captadas pelas câmeras das delegacias.

A SSPDS ressaltou que dois adolescentes e dois homens foram capturados por suspeitas de participação nos tiroteios que deixaram os PMs ficaram e um sargento morto. Ainda não há informação sobre suspeitos dos demais ataques.

A segurança do estado também deve receber um reforço com a criação da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado. O anúncio foi feito pelo governador Camilo Santana.

“É mais uma medida efetiva que tomamos no sentido de enfrentar os bandidos que tentam afrontar o nosso estado. As ações criminosas das últimas horas contra prédios públicos e agentes de segurança são uma clara reação do crime às ações rigorosas realizadas pela nossa polícia”, afirmou Camilo Santana, em redes sociais.

A data que a delegacia será inaugurada e o efetivo policial que irá trabalhar na unidade ainda não foram divulgados.


Fonte: G1 CE

Postado por ESPAÇO MILITAR

"OFICIAL TEM QUE ESTAR NAS RUAS PROTEGENDO A POPULAÇÃO E NÃO BATENDO CABEÇA EM QUARTEL", DIZ PRESIDENTE DA ADEPOL.

Frase é delegado Paulo Márcio, presidente da Adepol sobre oficiais da PM. “Trabalhar na rua parece ser algo indigno para a maioria”


O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol), Paulo Márcio, afirma que a principal deficiência da Segurança Pública sempre foi no campo da prevenção. Ele lembra que a função constitucionalmente é atribuída à Polícia Militar, e salienta que há um excesso de companhias, pelotões, unidades e órgãos especializados. O delegado aponta ainda que há policiais desviados de função, o que, segundo ele, acaba pulverizando, fragmentando o efetivo e enfraquecendo o policiamento ostensivo. “Sem falar que existem centenas de policiais militares trabalhando à paisana, isto é, em trajes civis, fazendo investigação de forma ilegal e sem nenhum controle. O Ministério Público, se já não o faz, deveria combater essa aberração”, cobra o delegado. Segundo ele, outro problema que precisa ser enfrentado pelo secretário de Segurança Pública, o também delegado João Batista, e pelo governador Jackson Barreto (PMDB) reside nos oficiais da Polícia Militar. “A imensa maioria só trabalha até as 13h, mesmo assim dentro dos seus gabinetes, enquanto soldados, cabos e sargentos enfrentam escalas extenuantes. Oficial tem que estar nas ruas, comandando suas tropas e protegendo a população, e não batendo cabeça em quartel. Vemos isso na Bahia, São Paulo e Minas. Aqui em Sergipe é muito raro. Trabalhar na rua parece ser algo indigno para a maioria da oficialidade sergipana”, alfineta o delegado. A entrevista:

Como a Adepol está acompanhando o latrocínio que vitimou o jovem cobrador de ônibus David Jonatas Barbosa e os desdobramentos do lamentável episódio?

Com a mesma preocupação com que a sociedade acompanha, porém com um olhar mais crítico em razão de nosso envolvimento direto com a Segurança Pública. O executor, conforme divulgado, é um adolescente de 17 anos, que agiu de forma fria, covarde e perversa. Mas isso não é nenhuma novidade. Em menos de três anos, ele estará nas ruas praticando outros crimes e destruindo famílias. Nos Estados Unidos não seria assim. Na Inglaterra não seria assim. Mas o Brasil é uma democracia avançada, superior. Aqui as pessoas podem continuar morrendo enquanto o Congresso Nacional fica perdido em discussões bizantinas e o Estado torra bilhões de dólares em Copa do Mundo e Olimpíadas.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, já são mais de 1.200 assaltos a ônibus. Isso reflete a deficiência do policiamento ostensivo?

A principal deficiência da Segurança Pública sempre foi no campo da prevenção – função constitucionalmente atribuída à Polícia Militar, coadjuvada, no que pertine aos bens, serviços e instalações do município, às guardas municipais. Há um excesso de companhias, pelotões, unidades e órgãos especializados, policiais desviados de função, o que acaba pulverizando, fragmentando o efetivo e enfraquecendo o policiamento ostensivo. Sem falar que existem centenas de policiais militares trabalhando à paisana, isto é, em trajes civis, fazendo investigação de forma ilegal e sem nenhum controle. O Ministério Público, se já não o faz, deveria combater essa aberração. Outro problema a ser enfrentado pelo secretário de segurança e o governador é em relação aos oficiais da Polícia Militar, cuja imensa maioria só trabalha até as 13h, mesmo assim dentro dos seus gabinetes, enquanto soldados, cabos e sargentos enfrentam escalas extenuantes. Oficial tem que estar nas ruas, comandando suas tropas e protegendo a população, e não batendo cabeça em quartel. Vemos isso na Bahia, São Paulo e Minas. Aqui em Sergipe é muito raro. Trabalhar na rua parece ser algo indigno para a maioria da oficialidade sergipana.

O presidente da OAB/SE, Heni Clay Andrade, fez duras críticas ao Governo do Estado, por conta da violência que aterroriza Sergipe. Segundo ele, não há policiamento ostensivo e falta inteligência à polícia para lidar com o crime. O Estado faliu, em se tratando de segurança pública? É, de fato, um problema de governo, de gestão?

Independentemente do juízo feito pelo Dr. Henri Clay Andrade acerca das falhas e omissões do governo no âmbito da segurança pública, para mim é motivo de muita satisfação ver a OAB novamente envolvida na discussão de questões altamente relevantes para a sociedade. Como eu disse, a falha na prevenção é nosso calcanhar de aquiles, mas há problemas muito graves no policiamento repressivo ou investigativo, levado a efeito pela Polícia Civil, que não são necessariamente relacionados à inteligência, mas à própria estrutura, ao baixo efetivo e à gestão, que avança aqui e ali, a duras penas.

Segundo o escrivão Antônio Moraes, ex-presidente do Sindicato dos Policiais Civis, a Polícia Civil poderia contribuir mais para o êxito do policiamento ostensivo que é feito mais pela Polícia Militar. Há falhas no trabalho da Polícia Civil no tocante à falta de segurança nos ônibus?

Embora a Polícia Civil não tenha como função o policiamento ostensivo, ela pode atuar no campo da prevenção, seja através de ações como o Projeto Acorde, que já existe e tem como objetivo a pacificação social por meio da resolução de conflitos interpessoais, por meio da mediação, seja através da valorização das delegacias metropolitanas, regionais e municipais, dotando-as de estrutura e implantando, a par do modelo de áreas integradas e compatibilizadas com as unidades militares, um sistema de avaliação de resultados.

Qual a modalidade de crime que mais preocupa a polícia, neste momento, dadas as estatísticas?

Homicídio, latrocínio, tráfico de drogas, roubo e furto ainda são o maior motivo de preocupação, embora haja políticas de proteção à mulher, às crianças e grupos vulneráveis em geral para reprimir os delitos contra essas categorias.

Todas as vezes que um crime choca a população fala-se muito na facilidade com que os bandidos são soltos e na necessidade de haver redução da maioridade penal. Como o presidente da Adepol avalia estes dois pontos?

De fato, são dois temas que sempre vem à tona nessas ocasiões. Particularmente, penso que nossa legislação é permissiva e condescendente com a criminalidade. Na minha visão, o autor de crimes como homicídio, latrocínio e estupro deveria permanecer encarcerado pelo máximo de tempo possível, sem direito a progressão de regime, livramento condicional e outras benesses. Na impossibilidade de adoção da prisão perpétua, vedada pela Constituição Federal, seria a melhor medida para proteger a sociedade. Por muito tempo fui contrário à redução da maioridade penal para 16 anos. Hoje, sou favorável. 15 anos de atividade policial não embruteceram meu coração e meu espírito, mas serviram para abrir meus olhos e rever posturas dogmáticas e socialmente nocivas. O adolescente de 16 ou 17 anos que atira em um pai de família desarmado para roubar R$ 20,00 é tão culpado e responsável quanto o indivíduo que joga um caminhão de 35 toneladas sobre uma multidão indefesa.

A atual cúpula da SSP tem sentado à mesa com os delegados para discutir segurança pública ou os delegados não estão tendo oportunidade de opinar, dar sugestões e ajudar na construção de um projeto eficiente, que ofereça respostas positivas a quem custeia o sistema pagando impostos, a sociedade?

Nós temos uma pauta contendo algumas sugestões que foi entregue ao ex-secretário Mendonça Prado e reapresentada ao Dr. João Batista bem como ao delegado-geral, Alessandro Vieira. Dentro do possível, essa pauta vem sendo cumprida, a exemplo da nomeação de agentes e escrivães, obediência aos critérios legais para remoção e lotação de delegados, retirada de presos de delegacias, dentre outras. O diálogo é franco e direto. Estamos avançando paulatinamente.

Há esperança de revertermos o caos a curto prazo?

Nada é resolvido a curto prazo, mas penso que haverá uma melhora quando o Estado entregar os presídios de Estância e Areia Branca, permitindo o esvaziamento definitivo das delegacias e colocando em funcionamento o regime semi-aberto, evitando a soltura prematura de criminosos perigosos.

O que poderia ser feito para diminuir essa sensação de insegurança?

A sensação de insegurança é reflexo da insegurança real, obviamente que amplificada pela imprensa e redes sociais. Logo, só diminuirá a partir do momento em que o cidadão tiver a percepção de que os índices estão caindo e o Estado está retomando o controle da situação.

Com tantos homicídios, a polícia judiciária tem como investigar o roubo ou o furto de um celular, de uma carteira, de um relógio ou o cidadão vítima tem que se conformar, pois a estrutura é precária e, assim, a polícia é obrigada a priorizar crimes “maiores”? 

O efetivo da Polícia Civil é baixo e, dada a enorme quantidade de crimes, é preciso realmente priorizar, reprimir os mais graves, os que ofendem com maior intensidade os cidadãos e a própria Administração. Mas não deixamos de investigar o furto do botijão de gás, o roubo do celular, o uso de documento falso, dentre outros.

Qual a maior queixa hoje dos delegados de polícia?

Salários atrasados e parcelados, falta de equipe e estrutura, condições precárias de trabalho, sobretudo no interior, excesso de plantões em finais de semana e feriados, dentre outros. Mas um dos principais problemas na atualidade é o acúmulo de duas, três ou mais delegacias por um só delegado de polícia. Em 2003, quando fui presidente do Sindicato dos Delegados pela primeira vez, esse problema já existia. Naquela ocasião, a PGE reconheceu a ilegalidade e recomendou a realização de concurso público. O concurso foi feito em 2006 e, no entanto, nada mudou. Esta semana, entregaremos uma proposta ao delegado-geral para equacionar esse problema, pois a situação já chegou ao limite e os delegados já falam em adotar medidas que os impeçam de continuar acumulando várias unidades de forma ilícita.

O governador Jackson Barreto já procurou a Adepol para discutir segurança pública? Para demonstrar preocupação com a violência?

Não é comum governadores procurarem entidades associativas para discutir segurança pública, o que é um grave equívoco, a meu juízo. Na maioria das vezes, eles é que são demandados. Nesse sentido, posso afirmar que nunca fomos convidados pelo governador Jackson Barreto, mas nos colocamos à sua inteira disposição naquilo que for necessário. No entanto, embora ocasionalmente, tivemos oportunidade de discutir alguns temas com o governador em exercício Belivaldo Chagas, como superlotação de presos, acúmulo de delegacias, nomeação de servidores, etc. Por seu intermédio, todos os nossos pleitos e sugestões chegaram ao titular de forma clara e objetiva.


Fonte: Universo Político (Joedson Telles)

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