O Sargento Jorge Vieira da Cruz foi absolvido, juntamente com o Subtenente Edgar Menezes e o Cabo Daniel Barreto, da acusação de terem mal administrado a antiga Associação Beneficente dos Militares do Estado de Sergipe.
O processo se iniciou no ano de 2011, ano em que foram realizadas diversas manifestações em prol da melhoria da categoria militar estadual. Naquele mesmo ano, um grupo de militares ligados ao governo do estado decretou intervenção na associação e depôs a diretoria eleita democraticamente pelos seus associados.
Não bastasse a tomada da associação, o comandante da Polícia Militar, à época, abriu Conselho de Disciplina contra estes três diretores, mesmo a PGE tendo se manifestado que a associação era privada e de natureza civil. Nestes conselhos, o sargento Vieira foi condenado à reforma disciplinar. Processo administrativo que veio a ser posteriormente arquivado.
Não satisfeito, o comandante indiciou os três junto á Auditoria Militar estadual com o intuito de vê-los condenados por aquela vara. Como a associação era de caráter civil, o processo foi remetido para uma vara comum.
Passados sete anos, finalmente os três militares foram absolvidos das injustas acusações, entre outras, de ter mal administrado o patrimônio da Caixa Beneficente.
O sargento Vieira se manifestou acerca da absolvição.
“Agradeço primeiro a Deus pela vitória conquistada na data de hoje. À minha família, especialmente minha esposa, meus filhos, minha mãe, meus irmão e todos os demais por terem sempre acreditado na minha inocência. Aos amigos militares que sempre estiveram comigo e que assistiram a toda a perseguição a mim atribuída, Major Ildomário, Sargento Eronildes da reserva remunerada, o sargento Saint Clair, o sergento Edilberto, o Cabo dos Santos, a todos os funcionários e diretoria da AMESE pela confiança neste simples sargento de polícia. Ao radialista Gilmar Carvalho por ter me estendido a mão em momento tão difícil, onde os inimigos por todos os lados tentavam nos destruir, sendo a luz em busca da verdadeira justiça.
Agradeço também aos advogados da AMESE, Dr. Márlio Damasceno através do qual minha defesa iniciada e à Dra. Elisabeth, que brilhantemente fez o desfecho que culminou com a minha absolvição, prova inconteste do alto profissionalismo do nosso corpo jurídico.
Agradeço também a cada militar, policial ou bombeiro, ativo e inativo, pela torcida e palavras de apoio recebidas durante todos estes anos.
Meu sincero muito obrigado!”
Nenhum comentário:
Postar um comentário